Como as empresas adotam o serverless e por que é uma tendência no mercado?

Por Enginebr
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Movidas pela transformação digital, as grandes empresas procuram reduzir gastos com a infraestrutura e migram daquela que possuem localmente (on-premise) para a que é compreendida como um serviço, proporcionada pela computação em nuvem. De acordo com o especialista Henrique Augusto, consultor na área, esse processo acaba com a ociosidade dos sistemas locais, que costumam ser de 30% a 50% da capacidade instalada.

Na intenção de otimizar mais a base tecnológica, sobretudo para companhias que têm oscilação no uso (caso de grandes redes de e-commerce e startups, que necessitam de escalabilidade global), uma nova tendência tem sido testada: a adoção do serverless (sem servidor).

Em 2017 a novidade já ganhou destaque em pesquisas do Gartner como uma das realidades a serem adotadas no setor enterprise na próxima década. No entanto, hoje já é possível encontrar grandes empresas empregando este tipo de estrutura, como o Snapchat, Netflix e Spotify.

A evolução da nuvem não é só a de Infrastructure as a Service (IaaS), como também de Backend as a Service (BaaS) e Function as a Service (FaaS). Com esses dois últimos conceitos, é possível otimizar ao extremo a base tecnológica de empresas que estão em processo de escalabilidade e veem a demanda por recursos oscilar.

Se uma empresa for começar hoje o desenvolvimento de uma solução nova, o conceito serverless é a melhor alternativa, principalmente se ela não necessita de escalabilidade e nem sofre variação de consumo. Assim, o desenvolvimento sem servidor é mais rápido, uma vez que os programadores só tem de focar em codificar sua solução, e não mais com infraestrutura.

No entanto, entre a “antiga” virtualização on-premise e o serveless ainda há um grande passo: o de migrar a infraestrutura virtualizada para a nuvem. Além disso, também há a automatização da gestão dessa infra virtualizada. Ou seja: ao mesmo tempo em que já temos novas tecnologias totalmente automatizadas, 95% da infraestrutura das grandes empresas ainda estão virtualizadas on-premise.

Fonte: CIO