SaaS: importante aliado para as indústrias Química e Farmacêutica

Por Enginebr
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artigo_farmoquimica_saasPor *Fábio Barnes

Se tem um setor industrial no qual não há margem para erros é o químico e o farmacêutico. As pressões são proporcionais às responsabilidades de duas áreas que têm impactos econômicos e sociais importantes. A patrulha está em todo lugar: governo, agências reguladoras, órgãos certificadores, acionistas, fornecedores de matéria-prima, público final, imprensa. Ao mesmo tempo em que é necessário lidar com tantas exigências, as empresas que atuam nestes segmentos precisam crescer, inovar, vencer as batalhas travadas com a concorrência e, como toda organização, precisam e desejam lucrar. É possível? Com escolhas estratégicas e inteligentes, é possível vislumbrar um cenário de mais equilíbrio entre todas essas forças.

Para os setores, a grande premissa é colocar e manter a casa em ordem. Não tem como dar um jeitinho aqui, uma manobra para contornar a situação ali. Gestão eficiente e controle financeiro em todos os departamentos são elementos indispensáveis e soluções que possam reduzir custos sem abrir mão da qualidade são mais do que bem-vindas.

Nesse contexto, a modalidade Software as a Service (Saas), associada a uma infraestrutura na nuvem, permite a adoBanner_ebook_quimico_ilhação de sistemas de gestão e cai como uma luva para as organizações dos segmentos, já que é capaz de conjugar economia e eficiência. Em primeiro lugar, uma companhia que contrate esse serviço evita o investimento em licenças e implantação da solução, além dos custos indiretos e ocultos relacionados à entrega e disponibilização da tecnologia como compra de equipamentos, aluguel do espaço físico, segurança física, energia elétrica, climatização, rede, cabeamento, hubs, storage, switch, roteador, help desk, service desk, mão de obra interna para a gestão e manutenção da infraestrutura e do aplicativo.

Sabe aquelas três letrinhas que tiram o sono do pessoal do financeiro: TCO? O SaaS também pode ser uma boa solução para o custo total de propriedade. Não há investimento inicial e a empresa tem previsibilidade total dos custos no ato da contratação. A companhia não precisa se descapitalizar e, evitando custos de aquisição e os gastos ocultos que apresentamos, pode direcionar tanto os recursos humanos quanto os financeiros a outras áreas importantes e estratégicas, fortalecendo-se para a competição de mercado.

O SaaS também traz outros facilitadores para as indústrias química e farmacêutica. A nuvem possibilitou o acesso de pequenas e médias empresas a um ERP de classe mundial, como o SAP, garantindo às companhias com esse perfil as melhores práticas do mercado e o mesmo rigor nos processos que regem as grandes corporações.  Um bom prestador de serviço consegue também trabalhar com prazos de implementação reduzidos, o que favorece o time to value, aquele gap entre a identificação de uma necessidade e a percepção dos benefícios conquistados com os investimentos feitos.

Para um setor que vive pisando em terrenos tão áridos, a sensação de ter alguns respaldos e a rápida percepção das relações custo-benefício é um alento. Quase tão suave como caminhar na nuvem.

*Fábio Barnes é Diretor Executivo da Engine